Saúde

Tudo sobre cólicas e dores menstruais

Olá pessoal!! Tudo bem?

As dores menstruais, ou cólicas, são incômodos que a maioria das mulheres enfrenta todos os meses. Normalmente, as cólicas não são sinais de algo ruim. Elas são um sinal de que o seu corpo está iniciando outro ciclo menstrual saudável. Porém, é bom entender exatamente oque está acontecendo com o seu corpo.

A cólica, também conhecida por dismenorreia, é o sintoma mais comum que acompanha a menstruação. Juntamente à tensão pré-menstrual, é uma das principais queixas das mulheres.

Há dois tipos de cólica: a primária, que existe desde a menarca (nome dado à primeira menstruação) juntamente com o início dos ciclos ovulatórios; e a secundária, que surge após um período sem dor.

A cólica primária é de natureza desconhecida e inata ao organismo feminino. Já a cólica secundária pode ser provocada por doenças como inflamações pélvicas, endometriose e miomas.

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Quais são as causas das cólicas menstruais?

Os cientistas acreditam que as cólicas menstruais estão relacionadas à prostaglandina, uma substância produzida pelo útero que provoca a contração dele. A sensação de cãibra é o seu útero se contraindo. No início da sua menstruação, os níveis de prostaglandina são altos e assim que começa a menstruar, os níveis diminuem.

 

Algumas maneiras de combater a cólica menstrual

 

1. Tome medicamentos com orientação médica

“Os tratamentos são à base de antiespasmódicos ou com anticoncepcional, caso os sintomas da TPM sejam muito intensos”, comenta o médico Alex Botsaris. Faça o teste e descubra qual é o anticoncepcional ideal para você .

2. Aposte na homeopatia

“Alguns remédios como Lachesis, Sépia, Calcarea Carbônica, Caulophyllum e Chamomilla são indicados para as cólicas, mas a recomendação depende das características de cada paciente”, diz Botsaris.

3. Descanse
“O simples ato de deitar com a barriga para baixo, apoiada em um travesseiro, comprimindo-a, já ameniza as dores”, diz a fisioterapeuta Deborah Supino.

4. Faça exercícios físicos

Atividades como alongamento, ioga, caminha ou andar de bicicleta ajudam. “Feitos de forma regular e moderada, liberam endorfinas e amenizam as dores”.

Siga esses exemplos: deite-se de costas, com joelhos dobrados, pés no chão e braços para trás. Ao mesmo tempo, levante os braços para a frente e estique as pernas para a posição sentada. Incline-se para a frente e tente alcançar os pés com os dedos das mãos. Retorne à posição normal.

Outro exercício: fique em pé, de frente para a parede, a uma distância de 30cm. Cruze os braços na altura dos ombros. Incline a barriga até que toque a parede. Permaneça nesta posição por um minuto, mantendo os calcanhares no chão e os joelhos retos. Retorne à posição inicial.

5. Beba chás

“Prefira ervas como Angélica chinesa, que tem efeito antiespasmódico, agoniada (Himatanthus lancifolius), que age também como analgésica, ou canela , que é utilizada desde a antiguidade no tratamento da cólica”.

6. Use a boa e velha bolsa de água quente

Coloque-a na região lombar e no abdome. “O calor estimula a irrigação, relaxa a musculatura e ameniza o impacto das contrações do útero”, explica Deborah Supino.

7. Faça uma massagem

Na chinesa ou na Ayurvédica, alguns pontos, ao serem apertados, tratam a TPM e as cólicas. O mais usado é um chamado Zi Gong Xué, que fica perto das bordas do púbis.

8. Abuse dos alimentos certos

Alimentos com cálcio (laticínios e vegetais escuros), magnésio (soja, banana, beterraba, aveia, tofu, couve e abobrinha) e gorduras poliinsaturadas (salmão, atum e castanha do Pará) podem te ajudar. “Eles são relaxantes musculares e têm poder anti-inflamatório natural”, orienta a médica ortomolecular Mariana Muniz, especialista em medicina anti-aging.

9. Fuja dos alimentos errados

Esqueça os alimentos ricos em gorduras, pois favorecem uma maior produção de hormônios femininos. Evite ainda os embutidos e as bebidas com cafeína (café, chá preto e refrigerantes).

10. Evite situações estressantes

“Muitas pessoas com dores ficam mais irritadas e perdem a paciência. Para estes casos, recomendo os florais de Bach, que neutralizam a agressividade”, comenta a terapeuta holística Maria Aparecida das Neves. Os mais indicados são Rescue Remedy, Holly e Cherry Plum.

 

7 sinais que a dor menstrual pode ser endometriose

A endometriose é a implantação de tecido do útero em outros órgãos do corpo da mulher, como ovários, bexiga e intestino, causando inflamação e dor abdominal. Entretanto, muitas vezes é difícil detectar a presença desta doença, pois os sintomas acontecem mais frequentemente durante a menstruação, o que pode confundir a mulher.

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Para saber se a dor é somente cólica menstrual ou está sendo causada pela endometriose, deve-se ficar atenta à intensidade e localização da dor, devendo-se suspeitar da presença de endometriose, quando há:

  1. Cólica menstrual muito intensa ou mais intensa do que a habitual;
  2. Cólicas abdominais fora do período menstrual;
  3. Sangramento muito abundante;
  4. Dor durante o contato íntimo;
  5. Sangramento ou dor na urina ou intestino, durante a menstruação;
  6. Cansaço crônico;
  7. Dificuldade para engravidar.

Entretanto, antes de confirmar a endometriose, é necessário excluir outras doenças que também causam estes sintomas, como síndrome do intestino irritável, doença inflamatória pélvica ou infecção urinária, por exemplo.

Como diagnosticar a endometriose

Na presença dos sinais e sintomas que indiquem endometriose, deve-se procurar o ginecologista, para avaliar as características da dor e do fluxo menstrual, e para que sejam feitos os exames físico e de imagem, como ultrassom transvaginal, o que pode levar ao diagnóstico.

Em alguns casos, o diagnóstico pode não ser conclusivo, sendo indicada a realização de uma videolaparoscopia para confirmação, que é um procedimento cirúrgico com uma câmera que irá procurar, nos vários órgãos do abdômen, se há tecido uterino se desenvolvendo. Em seguida, é iniciado o tratamento, que pode ser com anticoncepcional ou cirurgia.

Clique aqui e veja mais sobre cólicas menstruais.

 

Fonte:
Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Dismenorréia. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.63. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP. Congresso Americano de Ginecologia e Obstetrícia (CAGO), Folheto 46 Dysmenorrhea. http://my.clevelandclinic.org/health/diseases_conditions/hic_Dysmenorrhea Congresso Americano de Ginecologia e Obstetrícia (CAGO)

 

 

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